
Faltavam quatro minutos para o fim do tempo regulamentar. A Argentina empatava com a Nigéria e precisava vencer para continuar na Copa de 2018. Foi quando um defensor apareceu na área e resolveu o problema: Marcos Rojo fez 2 a 1 e colocou a seleção nas oitavas de final.
Agora vem a coincidência: quatro anos antes, na Copa do Brasil, ele também havia marcado o gol da vitória argentina contra a mesma Nigéria. Mesmo adversário, mesmo autor do gol decisivo. O tamanho do sufoco, porém, era outro.
Marcos Rojo é um defensor argentino que disputou as Copas de 2014 e 2018. Na seleção, seu nome ficou ligado a dois encontros com a Nigéria que terminaram em vitória da Argentina.
Na Rússia, ele defendia o Manchester United. O registro da Premier League sobre a partida destaca justamente o gol que manteve a Argentina no torneio.
O primeiro capítulo aconteceu em 25 de junho de 2014, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Lionel Messi marcou duas vezes. Ahmed Musa respondeu com dois gols pela Nigéria.
Com o placar em 2 a 2, Rojo apareceu na área após uma cobrança de escanteio e fez o terceiro da Argentina, aos cinco minutos do segundo tempo. A crônica publicada pela MLS registra que a bola entrou com um toque de joelho.
A Argentina venceu por 3 a 2 e terminou em primeiro no grupo. A Nigéria também avançou. Portanto, aquele gol definiu a vitória; não foi um resgate argentino às portas da eliminação.
Em 26 de junho de 2018, em São Petersburgo, a situação era mais apertada. Messi abriu o placar, Victor Moses empatou de pênalti e a Argentina precisava de outro gol para seguir adiante.
Ele veio aos 41 minutos do segundo tempo, com Rojo. O relato oficial da FIFA registra o gol aos 86 minutos e a classificação argentina para a fase seguinte.
Desta vez, o defensor não apenas desempatou o jogo. Ajudou a evitar a eliminação ainda na fase de grupos.
É esse detalhe que torna a história interessante: Rojo decidiu duas partidas de Copa contra a Nigéria, com quatro anos de intervalo, mas cada gol tinha uma consequência.
Um garantiu a vitória e a liderança do grupo. O outro garantiu a sobrevivência no torneio. Para lembrar da trajetória de Marcos Rojo, esses dois lances explicam bastante coisa.
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