
Um homem morto, dois sobreviventes e 11 anos entre o crime e o julgamento. O ataque ocorrido em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, teve dois participantes condenados a penas que somam 71 anos e nove meses de prisão.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu 38 anos e seis meses de prisão. Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e três meses. O regime inicial estabelecido para os dois é fechado.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ambos integravam um grupo de extermínio que atuava na região metropolitana de Cuiabá. A acusação aponta que a organização promovia uma espécie de “tribunal do crime”, escolhendo pessoas para executar.
Segundo o Ministério Público, as três vítimas estavam diante do ponto de mototáxi, na madrugada de 8 de outubro de 2015, quando foram surpreendidas pelos tiros.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi baleado nas costas e sobreviveu após atendimento médico. Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu escapar sem ser atingido.
O julgamento ocorreu em 8 de outubro de 2026, exatamente 11 anos após o crime. O resultado foi divulgado somente na terça-feira, 13 de outubro. Ainda cabe recurso da decisão, conforme informou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A acusação apontou vingança e o propósito de eliminar pessoas que o próprio grupo considerava envolvidas com a criminalidade.
Os jurados acolheram a acusação de que o ataque teve motivação torpe, dificultou a defesa das vítimas e contou com a atuação de um grupo de extermínio.
Segundo o TJMT, Claudiomar guardou e forneceu a pistola utilizada pelos executores. Jefferson disponibilizou o Fiat Uno branco usado para chegar ao local do crime.
Claudiomar Garcia de Carvalho, identificado como vigilante, e Jefferson Fátimo da Silva já haviam sido condenados, em 2020, por outro assassinato e uma tentativa de homicídio em Várzea Grande. Claudiomar recebeu outra condenação por homicídio em 2024.