

O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, concedeu aprovação ao pedido de recuperação judicial do Grupo Konageski, formado por produtores rurais em Primavera do Leste e outras regiões de Mato Grosso. A família, que cultiva milho e soja, enfrenta um passivo que ultrapassa R$ 45 milhões e busca soluções para superar a crise econômica.
Segundo a advogada Noíse Vieira Braz, da ERS Advocacia, a baixa produtividade das safras devido a pragas, estiagem e invasões de terras contribuíram para o endividamento do grupo. Ela destaca que o produtor rural enfrenta dificuldades causadas por fatores climáticos, pragas e doenças, além de altos custos e juros para financiar a produção.
A recuperação judicial visa negociar o passivo com os credores, reduzir o pagamento de juros e permitir o crescimento da empresa, mantendo e gerando empregos. Noíse defende que a atividade praticada há quase quatro décadas tem viabilidade econômica e, com a recuperação judicial, será possível recuperar a saúde financeira do grupo.
O magistrado, em sua decisão, ressalta que a recuperação judicial é um instrumento legal destinado a superar a crise econômica de atividades empresariais sustentáveis. O Grupo Konageski terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial.
Ao longo dos anos, o Grupo Konageski enfrentou diversos desafios, incluindo mudanças no mercado de laticínios, doenças nas lavouras, estiagem severa, invasões de terras e aumento no preço dos insumos. Esses fatores, juntamente com a dependência do clima e das oscilações do mercado externo e do dólar, ilustram a fragilidade e a complexidade do setor agrícola.





