

A média semanal de dengue em Cuiabá caiu 21,5% na comparação com o mesmo período de 2025, mas a cidade ainda tem motivos concretos para manter o alerta. Até a 28ª semana epidemiológica, foram 1.500 notificações e 688 casos confirmados.
O balanço também registra duas mortes confirmadas por dengue. Outros dois óbitos seguem em investigação. Essa diferença é importante: caso em investigação não é morte confirmada pela doença, e só deve entrar nessa conta depois da conclusão técnica.
A queda de uma média não transforma a dengue em assunto encerrado. Os vírus e o mosquito Aedes aegypti não acompanham manchete de alívio; prevenção precisa continuar justamente quando a atenção começa a baixar.
Dos casos confirmados, 605 são autóctones — isto é, adquiridos no próprio município, segundo as informações divulgadas. A incidência informada foi de 87,4 casos por 100 mil habitantes.
A Prefeitura também cita 673.856 vistorias. Esse total não deve ser apresentado como número de imóveis únicos sem explicação: campanhas de campo podem incluir visitas repetidas ao mesmo endereço. Para medir cobertura e resultado, ainda faltam o mapa dos bairros, os imóveis efetivamente vistoriados e os focos encontrados.
Febre acompanhada de dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele, náusea ou mal-estar deve levar a pessoa a procurar orientação em uma unidade de saúde, especialmente em período de circulação do vírus. O diagnóstico depende de avaliação profissional.
Sinais como dor abdominal intensa e persistente, vômitos persistentes, sangramento, tontura ou desmaio exigem atendimento imediato. Em casa, eliminar recipientes com água parada continua sendo a forma mais direta de cortar a reprodução do mosquito.

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