

Uma única ocorrência foi suficiente para apagar cidades espalhadas do médio-norte até o extremo norte de Mato Grosso. Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Alta Floresta e outros municípios ficaram sem energia na noite de sábado, 1º de agosto.
A Energisa informou que sua rede de distribuição permaneceu íntegra. A falha teria ocorrido antes, em uma linha de transmissão administrada por outra empresa.
O sistema elétrico funciona em três grandes etapas:
Segundo a versão divulgada pela Energisa, o problema ocorreu na segunda etapa. Sem energia chegando às subestações, a distribuidora não tinha o que entregar, mesmo com sua estrutura local disponível.
Isso explica como tantas cidades podem apagar ao mesmo tempo. Ainda não explica por que a linha falhou.
Segundo informações apuradas, em alguns municípios, a interrupção foi relatada como próxima de uma hora. Em outros, o período chegou a aproximadamente duas horas. O restabelecimento por etapas pode explicar a divergência.
A lista de localidades citadas inclui Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Alta Floresta, Santa Carmem, Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Colíder e Marcelândia.
O número de consumidores afetados, a carga interrompida e os horários por cidade ainda não foram apresentados em balanço público consolidado.
Chapada dos Guimarães também registrou falta de energia durante o Festival de Inverno, mas a ocorrência teve origem diferente. A explicação divulgada aponta falha em um alimentador na saída da subestação local e uma manobra emergencial.
Juntar os dois episódios num “apagão estadual” seria uma manchete barulhenta e tecnicamente errada.

O Operador Nacional do Sistema e as empresas envolvidas precisam esclarecer:
Também é necessário levantar os efeitos em hospitais, semáforos, indústrias, frigoríficos e produtores que dependem de refrigeração ou bombeamento.
A luz voltou. A explicação completa, ainda não.





