

Depois de disputar a Prefeitura de Querência, o padre Sebastião Coracy de Oliveira iniciou uma nova caminhada eleitoral, desta vez em busca de uma das cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O sacerdote, de 39 anos, é pré-candidato a deputado estadual pelo PSD e aposta na ligação com municípios do Vale do Araguaia para construir sua candidatura. Sebastião afirma que a região precisa ampliar sua participação nas decisões políticas estaduais e receber mais investimentos em saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
Esta será a segunda vez que ele enfrentará as urnas. Em 2024, Sebastião concorreu a prefeito de Querência pelo Novo. Recebeu 1.534 votos, ou 11,80% dos votos válidos, e terminou a disputa na terceira colocação.
Desde então, ele deixou o Novo e passou a integrar o projeto eleitoral do PSD em Mato Grosso. Sebastião foi ordenado sacerdote em dezembro de 2020 e desenvolveu atividades religiosas e sociais em diferentes municípios do Araguaia. Atualmente, sua trajetória está ligada principalmente a Querência e Bom Jesus do Araguaia.
Na pré-campanha, ele argumenta que o crescimento econômico e populacional de cidades da região não foi acompanhado, na mesma proporção, pela oferta de serviços públicos. “Quando falta vaga em creche, atendimento médico ou estrutura para as famílias, o problema não é apenas administrativo. É resultado de escolhas políticas”, afirmou.
Entre as pautas apresentadas estão o fortalecimento da atenção básica de saúde, a ampliação das vagas na educação infantil, melhorias na infraestrutura urbana e rodoviária e maior apoio aos serviços de assistência social.
O pré-candidato também tenta distanciar seu discurso de uma candidatura exclusivamente religiosa. Segundo ele, uma eventual atuação parlamentar deverá respeitar o Estado laico e atender toda a população, independentemente de religião. Padre Sebastião sustenta ainda que a discussão eleitoral não deve ficar limitada à polarização entre direita e esquerda. “O mais importante é levar a mensagem de que a política impacta diretamente a nossa vida”, declarou.
A entrada direta de um sacerdote na disputa eleitoral, no entanto, representa uma decisão pessoal e está sujeita tanto às regras eleitorais brasileiras quanto às normas internas da Igreja Católica.
O nome de Sebastião ainda precisa ser confirmado pelo PSD em convenção partidária e registrado na Justiça Eleitoral.





