

Crítico de casos de nepotismo quando foi vereador, Adriano Carvalho passou a integrar a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI) da Prefeitura, conforme a Portaria nº 262/2025, publicada em 10.fev.2025. A irmã dele, Fabiana Carvalho, foi nomeada superintendente de Cultura, Lazer e Juventude pela Portaria nº 055/2025, de 9.jan.2025. As duas nomeações na mesma gestão motivaram acusações de favorecimento.
Segundo as portarias, a função na JARI é remunerada por jetons. No município, cada reunião equivale a meio salário mínimo, com média de quatro encontros mensais. O presidente da Junta recebe valores adicionais. Dependendo da agenda, a remuneração pode superar R$ 10 mil no mês. Fabiana recebe R$ 12.084,63 como superintendente.
Carvalho é policial rodoviário federal. A Lei municipal nº 527/1999 (Lei da JARI) veda a participação na Junta de “agentes de fiscalização de trânsito”, entre outras restrições (art. 8º, IV). A nomeação, portanto, pode conflitar com a norma local — ponto que a Prefeitura precisará esclarecer.
Adriano construiu parte de sua atuação política combatendo nomeações de parentes em gestões anteriores. Em episódios públicos, cobrou a exoneração de familiares do ex-vereador Valdecir Alventino (Vado) e de Iltemar Ferreira (Temazin). Agora, opositores apontam contradição entre o discurso de então e a situação atual.
Há denúncia protocolada no Ministério Público de Mato Grosso questionando a nomeação de Adriano. O texto cita a cassação do mandato dele pela Câmara em 2024 e sustenta que a decisão o tornaria inelegível, além de inapto para ocupar cargo por nomeação de confiança. A interpretação jurídica do caso ainda depende de manifestação dos órgãos de controle.
O espaço segue aberto para respostas dos envolvidos.







