

Elas são mães, empreendedoras, mulheres que sustentam lares, formam equipes e promovem autoestima por meio da estética. São mais de 40 mil profissionais da área do bronzeamento no Brasil, e neste mês de agosto, centenas delas decidiram largar seus lares, seus filhos e seus negócios por um motivo maior: lutar em Brasília pelo reconhecimento de uma profissão que há anos sustenta famílias, mas ainda não possui amparo legal.
A mobilização culmina no dia 7 de agosto de 2025, em uma audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, no Plenário 7, onde será discutido o projeto de lei que regulamenta a profissão de especialista em bronzeamento estético.

Entre as caravanas que se dirigem à capital federal, destaca-se com firmeza a delegação de Mato Grosso, composta por diversas mulheres de fibra, que representam não só a força do empreendedorismo feminino, mas também o clamor por dignidade, respeito e reconhecimento. Elas não vão por lazer. Vão por luta. Vão por justiça.
*“Estamos deixando nossas casas, nossos filhos e clientes para gritar por algo que já deveria estar garantido. Somos trabalhadoras, movimentamos a economia do nosso estado, geramos emprego, pagamos impostos e mesmo assim somos invisibilizadas”,* afirma Mayconledio Zamboni , bacharel em Direito e especialista da área do bronzeamento , que lidera a frente mato-grossense do movimento.
A profissão de bronzeamento estético enfrenta hoje perseguições, falta de regulamentação, fiscalização abusiva e preconceito, mesmo sendo responsável por movimentar milhões na economia local e nacional, especialmente no segmento de estética e bem-estar. O setor cresce, se profissionaliza e se atualiza, mas continua à margem da legislação brasileira.
Esta mobilização é um pedido direto às autoridades públicas de Mato Grosso — deputados, secretarias, lideranças políticas e órgãos reguladores: ouçam essas mulheres. Elas não pedem favor. Elas exigem o direito de exercer legalmente aquilo que já fazem com excelência.
O Brasil não pode continuar ignorando quem constrói com as próprias mãos a sua trajetória. O bronzeamento é profissão. E precisa ser reconhecida como tal.





