Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Veto mantido: base do prefeito mantém a posição do Executivo e população perde proteção contra combustível adulterado

“Esse projeto representava um avanço para a defesa do consumidor. Com o veto mantido, infelizmente, a cidade perdeu uma oportunidade de agir com firmeza contra esse tipo de crime”, destacou Marco Aurélio

08/07/2025 às 09h54
Por: Redação Fonte: Assessoria de Comunicação
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Veto mantido: base do prefeito mantém a posição do Executivo e população perde proteção contra combustível adulterado

Na sessão de segunda (07) da Câmara Municipal de Primavera do Leste- MT, que fica a 242 KM da capital Cuiabana, a população presenciou a rejeição de uma medida que tinha como principal objetivo proteger o consumidor local.

O projeto de lei nº 1684/2025, que determinava a cassação do alvará de funcionamento de postos de combustíveis flagrados vendendo combustível adulterado foi vetado pelo prefeito — e, com os votos da maioria da base governista, o veto foi mantido.

O projeto, de autoria do Presidente da Câmara Municipal de Primavera do Leste, vereador Marco Aurelio Sales (PRD), previa que o município atuasse diretamente na defesa dos direitos dos consumidores, punindo administrativamente estabelecimentos que fossem comprovadamente culpados por adulterar combustíveis. A proposta deixava claro que a punição ocorreria somente após laudo técnico oficial e garantiria o direito à ampla defesa, evitando injustiças.

A Câmara Municipal tem competência legislativa sobre assuntos de interesse local, conforme o Art. 30, inciso I da Constituição Federal. A defesa da saúde pública, do consumidor e da ordem econômica local são responsabilidades do Legislativo.  “A adulteração de combustíveis é crime contra o consumidor e contra a ordem econômica. Cabe ao poder público municipal agir de forma preventiva e corretiva para proteger a população.” Explica Marco Aurelio.

O projeto não invade a competência da União (fiscalização técnica da ANP), mas trata do alvará municipal, que é de competência local. Ou seja, o município não está julgando o crime, mas aplicando uma sanção administrativa local (cassação do alvará).

A venda de combustível adulterado coloca em risco os veículos da população (prejuízo financeiro direto), a economia local (desacredita os postos sérios) e a confiança no comércio e na administração pública.  “Um posto que frauda combustível não pode continuar operando normalmente enquanto os consumidores são lesados. A cassação do alvará é uma medida proporcional e educativa.” Ressalta o vereador.

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As sanções criminais e federais são lentas e muitas vezes ineficazes. O município tem o poder de agir com mais rapidez e o impacto é direto, suspendendo imediatamente o funcionamento do estabelecimento flagrado. O presidente da Casa de Leis ainda reforça que o projeto de lei teve como objetivo dar uma resposta rápida e concreta à sociedade, “hoje, mesmo após ser flagrado, o posto continua operando, enganando mais consumidores”.

A lei não está julgando o crime, mas atuando administrativamente. A população quer proteção, não apenas promessas de fiscalização. O projeto valoriza os empresários honestos, punindo só os que fraudam. A Câmara está exercendo seu papel fiscalizador e legislador.

No entanto, mesmo com esse cuidado legal e com o respaldo de experiências semelhantes em outros municípios, o prefeito optou pelo veto. Pior: a maioria dos vereadores votou para mantê-lo, impedindo que a lei fosse efetivada.

O QUE ACONTECE AGORA:

Com a manutenção do veto, postos flagrados vendendo combustível adulterado continuam podendo funcionar normalmente em nossa cidade, até que eventualmente sejam punidos por órgãos federais — o que pode levar meses ou até anos.

A fraude no combustível prejudica diretamente a população, causando danos aos veículos, prejuízos financeiros, além de colocar em risco a saúde pública e o meio ambiente. Enquanto isso, empresários honestos, que atuam de forma correta, continuam sendo prejudicados pela concorrência desleal.

“Esse projeto representava um avanço para a defesa do consumidor. Com o veto mantido, infelizmente, a cidade perdeu uma oportunidade de agir com firmeza contra esse tipo de crime”, destacou Marco Aurélio

VOTOS ALINHADOS AO EXECUTIVO, NÃO AO POVO!

A manutenção do veto foi possível graças aos votos dos vereadores que compõem a base do prefeito, que escolheram manter a posição do Executivo, mesmo diante da importância social do projeto. O resultado representa uma derrota para a população, especialmente para aqueles que esperam atitudes firmes contra irregularidades que afetam o dia a dia do cidadão comum.

VEREADORES QUE VOTARAM PARA DERRUBAR O VETO (a favor do projeto e do consumidor)

  • -Eraldo Fortes
  • -Karla da Saúde
  • -Marco Aurelio Sales
  • -Rafael Abreu (filho do grillo)
  • -Uberdan Moesch
  • -Sérgio Crocodilo
  • -Vado

VEREADORES QUE VOTARAM PARA MANTER O VETO DO PREFEITO SÉRGIO (contra o projeto e os consumidores)

  • -Gislaine Yamashita
  • -Hebert Viana
  • -Irmão Rogério
  • -Marcondes Martignago
  • -Maria do Super Compras
  • -Mariana Carvalho
  • -Repórter Anderson Silva
  • -Sargento Telles
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