Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Deputado pede ao TCE suspensão de concurso da Segurança Pública de MT após indícios de irregularidades

Na representação, o parlamentar apresenta uma série de denúncias de falhas ocorridas, como uso de celular e vazamento da prova.

24/02/2022 às 11h09
Por: Reportagem Fonte: G1 MT
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Reprodução
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O deputado estadual Faissal Calil (PV) protocolou um pedido no Tribunal de Contas do Estado (TCE), nesta quinta-feira (24), para suspender o concurso da Segurança Pública de Mato Grosso, realizado no último domingo (21), devido ao alto número de irregularidades apontadas por candidatos e que estão sendo investigadas.

Na representação, o parlamentar apresenta uma série de denúncias de falhas ocorridas, como uso de celular e até mesmo vazamento da prova.

Cerca de 30 denúncias de irregularidades durante a aplicação da prova do concurso da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), que aconteceu em oito municípios do estado, foram feitas ao Ministério Público Estadual (MPE) nesta semana.

A deputada Janaina Riva (MDB) também já fez um pedido de anulação do certame à Casa Civil, e Elizeu Nascimento (PL) solicitou uma investigação formal.

Sete fatos que precisam de apuração, segundo os parlamentares:

  • Pagamento realizado sem identificação no sistema, incorrendo na exclusão indevida do candidato na lista de divulgação do local de prova;
  • Candidato que efetuou pagamento e não foi permitido realizar a prova, sob a justificativa de limitação de idade;
  • Problema de identificação de candidatos na prova (ausência de coletor de digitais);
  • Uso de equipamentos eletrônicos em sala e no banheiro;
  • Inexistência de fiscalização para o porte indevido de equipamentos eletrônicos;
  • Prisão de um cidadão na cidade de Cáceres por suspeita de estar realizando a prova no lugar de candidato inscrito;
  • Fotos circulando nas redes sociais de imagens da sala de aula.

De acordo com o novo pedido feito por Faissal ao TCE, o concurso deve ser suspenso de forma cautelar, e, se comprovadas as irregularidades citadas, todo o processo deve ser anulado.

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O deputado cita ainda que a falta de estrutura adequada facilitou as tentativas de fraudes durante a prova. Faissal também relatou que a UFMT deferiu inscrições de pessoas jurídicas, o que comprova a desorganização do certame.

Nessa quarta-feira (23), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) afirmou que apenas problemas pontuais foram identificados e que não comprometem a segurança do certame. A instituição foi contratada pelo governo do estado para organizar e aplicar as provas.

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