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Arte indígena de MT ganha espaço na Mostra Etnomídia em Brasília
Coletivo de cinema Manoki e Myky e conceito criado a partir da cosmologia Boe Bororo estão entre os destaques da exposição
07/08/2026 17h14
Por: Redação Fonte: Redação Âncora Notícias

A lógica espacial de uma aldeia Boe Bororo vai ajudar a organizar uma exposição no coração de Brasília.

Não é apenas cenário.

A forma de ocupar o espaço faz parte da própria mensagem da 3ª Mostra Etnomídia Indígena, que encerra sua circulação de 2026 na capital federal com participação de artistas e realizadores ligados a Mato Grosso.

Segundo a organização, a etapa será aberta no dia 20 de agosto, às 19h, na Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília, a CAL/UnB. A exposição segue até 30 de setembro, com entrada gratuita.

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Um dos destaques é o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, de Mato Grosso.

Formado por realizadores indígenas, o grupo utiliza o audiovisual para registrar saberes, narrar histórias a partir da perspectiva das próprias comunidades e abordar questões ligadas à cultura e aos territórios Manoki e Myky.

Aqui, a câmera não chega de fora para explicar quem são os personagens. Ela está nas mãos de quem vive a história.

Uma aldeia na planta da exposição

Mato Grosso também aparece na maneira como o público circula pela mostra.

O conceito expográfico foi desenvolvido com a participação de Libério Uiagumeareu, do povo Boe Bororo, ao lado de Naine Terena e Gustavo Caboco.

A organização espacial toma como referência a estrutura social e territorial de uma aldeia Boe Bororo.

Dentro desse conceito aparece o “Pa Muga”, apresentado como um espaço de diálogo entre indígenas e não indígenas.

É uma exposição em que até a planta baixa entra na narrativa.

Impressos, grafismos e cinema

A etapa de Brasília integra o circuito da 3ª Mostra Etnomídia Indígena, que em 2026 passou também por São Paulo e Salvador.

Com o tema “Festival de Impressos Indígenas”, a programação reúne literatura, produções gráficas, artes visuais, audiovisual e outras formas de criação de artistas e coletivos indígenas.

Também está prevista a participação do artista Isaías Miliano, Macuxi/Patamona, além do painel “Jegua Marangatu”, criado por Miguela Moura e Edson Benites, o Jepa Filho.

O Coletivo REMBYAPÓ, do Espírito Santo, também integra a mostra.

Durante o período da exposição, a Livraria Maracá terá publicações e materiais gráficos produzidos por autores e artistas indígenas.

Oficinas gratuitas

A programação inclui atividades voltadas à circulação e comercialização da produção artística indígena.

No dia 21 de agosto, das 14h às 17h, está prevista uma oficina sobre comunicação para vendas e posicionamento de produtos indígenas.

No dia 25, a programação inclui atividades sobre precificação de obras e mercado para produções literárias e artísticas indígenas.