

Apagão, filas e confusão no Festival de Inverno deixam perguntas que ainda precisam de resposta
A noite de sábado, 1º de agosto, penúltimo dia do 39º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, foi marcada por falta de energia, longas filas e uma confusão durante o show do cantor Panda. O evento, realizado entre 23 de julho e 2 de agosto, terminou no domingo, com apresentação do cantor Ferrugem.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram uma grande concentração de pessoas nos acessos e em diferentes áreas do espaço de shows. Também foram divulgadas imagens de uma briga envolvendo dois homens e da intervenção de policiais militares, que teriam utilizado spray de pimenta para controlar a situação.
A Energisa informou que a interrupção no fornecimento de energia ocorreu por causa de uma falha em um alimentador na saída da subestação que abastece Chapada dos Guimarães.
De acordo com a concessionária, uma manobra emergencial foi realizada para restabelecer o fornecimento. Posteriormente, houve um desligamento de aproximadamente 40 minutos para que as equipes executassem a manutenção com segurança. A empresa afirmou que a medida foi preventiva e buscava evitar problemas mais graves no sistema.
A concessionária também esclareceu que o problema em Chapada não teve relação com outro apagão registrado na mesma noite em cidades do norte de Mato Grosso. No caso de Chapada, a falha teria ocorrido na subestação local. No norte do estado, a ocorrência estaria ligada a uma linha do sistema de transmissão.
Mais de 30 mil pessoas, mas qual era o limite?

O mesmo cuidado deve valer para afirmações sobre falha de planejamento, negligência ou insuficiência do efetivo de segurança. Os transtornos foram registrados e precisam ser apurados, mas as responsabilidades somente podem ser estabelecidas após a apresentação dos documentos e das versões dos órgãos envolvidos.
Festival terminou no domingo
O 39º Festival de Inverno foi realizado durante 11 dias e reuniu atrações nacionais e internacionais, artistas regionais, atividades culturais e mais de 300 vagas em oficinas gratuitas.
O evento também representa um dos períodos de maior movimentação turística e econômica de Chapada dos Guimarães. Justamente por essa dimensão, os problemas registrados não devem ser tratados apenas como uma disputa de versões nas redes sociais.
O festival movimenta hotéis, restaurantes, bares, comércio e serviços, mas também exige planejamento de trânsito, fornecimento de energia, controle de acesso, comunicação de emergência, atendimento médico e rotas de evacuação.
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