Um Celta 2001 aparece com lance inicial de R$ 1 mil em um leilão eletrônico de veículos apreendidos programado para 15 de agosto, em Várzea Grande. A cifra chama atenção, mas não resume o valor que o arrematante pode pagar para colocar o veículo na rua.
O certame reúne 56 lotes. Desses, 38 são classificados como conservados — cinco carros e 33 motocicletas — e os demais são sucata. A diferença muda tudo: sucata não é veículo para circular e só pode ser arrematada por empresas credenciadas para a atividade.
Em leilão, preço baixo não vem com promessa de carro novo. O veículo é vendido no estado em que está, sem garantia de funcionamento. Por isso, lance sem visitação é quase compra no escuro.
A visitação presencial foi anunciada para 13 e 14 de agosto, das 9h30 às 11h30 e das 13h às 16h, na Avenida Júlio Domingos de Campos, no Bairro Marajoara, em Várzea Grande. É o momento de conferir pintura, pneus, sinais de batida, peças ausentes, chassi e os documentos disponíveis.
Quem pretende participar também precisa ler o edital e verificar se tem condições de cumprir os prazos. O leilão será realizado na plataforma da Vip Leilões, segundo as informações divulgadas.
Além do valor arrematado, a compra prevê comissão de 5% ao leiloeiro. Depois podem entrar despesas de transferência, vistoria, regularização, transporte e manutenção. Em alguns lotes, o custo de deixar o veículo em condições de uso pode superar a aparente pechincha.
Antes de dar lance, a regra é simples: calcule o teto total que cabe no bolso, não apenas o valor exibido na tela. E desconfie de cobrança por links, mensagens ou perfis que não estejam indicados no edital oficial.
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