

A União Europeia pagou um valor médio maior pela carne bovina exportada por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026, mas a China continuou sendo, com ampla vantagem, o maior destino do produto estadual.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta sexta-feira (31), indicam preço médio de US$ 6.390 por tonelada nas exportações para a União Europeia. Para a China, a média foi de US$ 4.745 por tonelada.
Outros países europeus, fora da União Europeia, registraram média de US$ 6.667 por tonelada. Dependendo do grupo utilizado na comparação, o valor médio europeu ficou até aproximadamente 40% acima do chinês.
Apesar de pagar menos por tonelada na média, a China recebeu 55,2% da carne bovina exportada por Mato Grosso no período.
Isso significa que o mercado chinês continua sendo fundamental pelo volume adquirido, enquanto países europeus se destacam pelo valor médio das vendas.
A comparação exige cautela. O preço médio não demonstra necessariamente que europeus e chineses estejam pagando valores diferentes pelo mesmo corte de carne.
A média pode variar de acordo com:
Para saber o tamanho exato do chamado “prêmio europeu”, seria necessário comparar produtos equivalentes, embarcados no mesmo período e sob condições comerciais semelhantes.
A União Europeia costuma adotar critérios sanitários, ambientais e de rastreabilidade mais rigorosos. Isso reduz o número de propriedades e frigoríficos habilitados, mas pode permitir a venda de produtos com maior valor agregado.
Já a China reúne grande demanda, capacidade de compra e regularidade nos embarques, o que ajuda a explicar sua liderança em volume.
A estratégia para Mato Grosso, portanto, não passa necessariamente por escolher um mercado e abandonar o outro. O desafio é preservar o volume destinado à China e, ao mesmo tempo, ampliar a quantidade de produtores capazes de atender mercados que pagam valores mais altos.
Os dados foram divulgados com base em levantamento do Imea e publicados pela Gazeta Digital em 31 de julho de 2026.





