

Empresas da América Latina estão ampliando o uso de agentes de inteligência artificial para automatizar tarefas, identificar falhas e apoiar a gestão de operações de tecnologia.
O tema foi discutido durante um encontro promovido pela BMC Helix em Santa Clara, na Califórnia, com a participação de 40 executivos ligados a 28 empresas de países como Brasil, México, Argentina, Peru, Chile, Colômbia e Guatemala.
Entre as companhias brasileiras presentes estavam Totvs, Nuclea e Embraer. Também participaram representantes de empresas dos setores financeiro, de telecomunicações, saúde, energia, indústria, varejo, software, entretenimento e administração pública.
A chamada IA agêntica utiliza sistemas capazes de executar tarefas com maior autonomia, tomar decisões dentro de regras definidas e interagir com diferentes ferramentas. Nas áreas de tecnologia, esses agentes podem ser usados para responder solicitações, analisar incidentes e reunir informações para decisões internas.
Segundo os participantes, parte das empresas da região já passou da fase de testes e começou a colocar essas ferramentas em operação. As discussões envolveram planejamento, governança, segurança e formas de medir o retorno financeiro dos projetos.
“A IA agêntica aplicada em ServiceOps foi o foco central de nossas discussões. Hoje, as empresas precisam de operações mais inteligentes, capazes de antecipar problemas, otimizar a experiência do usuário e gerar resultados de negócios mensuráveis”, afirmou Alex Prieto, vice-presidente de Vendas de Renovação e Retenção de Clientes Globais da BMC Helix.
Caso colombiano
Um dos casos apresentados envolveu um grupo financeiro da Colômbia, cujo nome não foi informado. A instituição implantou diferentes agentes de IA na plataforma da BMC Helix para agilizar a resolução de incidentes e a produção de informações para a tomada de decisões.
De acordo com a empresa organizadora, a ativação inicial dos sistemas foi concluída em aproximadamente um mês. O material divulgado, no entanto, não detalha os resultados obtidos, a redução de custos ou os indicadores usados para avaliar o projeto.
O vice-presidente da BMC Helix para a América Latina, Patricio Pérez Colmegna, afirmou que as empresas estão concentrando as discussões em como aplicar a tecnologia e medir seus resultados. “As companhias não perguntam mais o que é inteligência artificial, mas como implementá-la, geri-la e mensurar seu retorno sobre o investimento”, disse.
Integração de serviços
Outro assunto debatido foi o modelo conhecido como ServiceOps, que busca integrar a gestão dos serviços de tecnologia ao acompanhamento da infraestrutura.
Na prática, a proposta é reunir informações de diferentes áreas para detectar problemas com mais rapidez, reduzir interrupções e melhorar o atendimento aos usuários.
O encontro também teve demonstrações de produtos, apresentação de casos de uso e debates sobre os próximos recursos que devem ser incorporados à plataforma da BMC Helix.





