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Cidades GREVE

Buscando a valorização salarial, em Assembleia Geral, Policia Penal define greve da categoria

Na reunião, foi apresentada para categoria a posição do Governo Estado de Mato Grosso quanto ao pedido de valorização salarial da Polícia Penal do Estado

08/12/2021 20h58 Atualizada há 1 mês
Por: Reportagem Fonte: Da Redação
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O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso, (Sindspen-MT), realizou na tarde desta quarta-feira (08) a Assembleia Geral, que ocorreu na avenida do CPA, no Monumento Ulisses Guimarães, próximo ao Palácio Paiaguás, teve como objetivo tratar de uma única pauta junto aos servidores, a valorização salarial - e definiu pela maioria em votação pelo estado de greve.

Na reunião, foi apresentada para categoria a posição do Governo Estado de Mato Grosso quanto ao pedido de valorização salarial da Polícia Penal do Estado.

- Essa negociação se arrasta por um período já grande, e essa gestão do sindicato deu continuidade a esse trabalho, ontem a noite depois de várias reuniões recebemos uma posição por telefone do secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, nos informando que não contemplará nossa demanda de valorização salarial. O que contempla não repara as nossas perdas e que não tem como mudar. Foi um comunicado por telefone e não foi possível discutir e trouxemos essa posição para a categoria - explica Amaury Neves, presidente do Sindspen-MT.

- Estamos a mais de oito anos buscando a valorização, somos o menor salário da segurança pública do Estado, acumulamos muitas atribuições não regulamentadas. Atribuições que não estão sendo compensadas pelo governo, fazemos o trabalho mas não recebemos por isso. Passamos para categoria e conscientemente foi deliberado a greve, faremos a comunicação para as autoridades e depois de 72 horas estaremos daremos início ao movimento paradista - completa

A reunião contou policiais penais de vários municípios do Estado. Junto aos membros da diretoria executiva do sindicato - além do Presidente, o vice, Ricardo Henrique, o Secretário Geral, Lucivaldo Vieira e o advogado Elimar Azevedo Selvático - que deu seu parecer jurídico sobre a ação definida pelos policiais penais.

O Deputado Estadual João Batista (Pros), Policia Penal de carreira, que vem sendo o porta-voz da categoria com o Governo na pauta da valorização, também esteve presente na assembleia e comentou sobre a decisão da categoria em aderir a greve em todo o Estado e reiterou que continuará o trabalho de intermediar o diálogo entre sindicato e o Governo.

- O Policial Penal com o socioeducativo são as categorias de segurança pública com o menor salário. Então a categoria se mundializou, sentou com o governo do estado fez a proposta e o Governo apresentou uma contraproposta, mas a assembleia é soberana e a categoria decidiu por uma paralisação. Vamos estar acompanhando esses movimentos para manter esse diálogo entre o Governo e os Policiais Penais no sentido de evitar qualquer prejuízo, seja na execução do serviço ou para os policiais - disse João Batista.

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