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Hoff mapeia 250 mil obras no 1º tri e amplia uso da IA
Levantamento considera obras e reformas em cinco categorias e reforça uso de dados para apoiar decisões comerciais, logísticas e de expansão em um ...
17/06/2026 22h23
Por: Especial para o Âncora Notícias Fonte: Agência Dino

A Hoff Analytics mapeou mais de 250 mil movimentações construtivas no Brasil no primeiro trimestre de 2026. O levantamento, que considera obras e reformas em diferentes perfis, integra a base de dados que alimenta a inteligência artificial proprietária da empresa, voltada a apoiar decisões comerciais, operacionais e estratégicas na cadeia da construção civil.

O recorte analisado pela companhia contempla cinco categorias: edificações residenciais, edificações não residenciais, galpões, reformas residenciais e reformas não residenciais. A leitura desses movimentos busca identificar onde há demanda em formação, quais regiões concentram oportunidades e em que fase determinadas necessidades de compra, fornecimento ou contratação tendem a surgir.

O avanço ocorre em um momento em que a construção civil voltou a crescer, mas ainda opera sob pressão de custos, juros elevados e maior necessidade de eficiência. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a atividade do setor cresceu no primeiro trimestre de 2026, enquanto os custos de materiais e juros altos continuam entre os principais desafios para empresas do segmento.

Para a Hoff, esse cenário aumenta a relevância do uso de dados na tomada de decisão. Em vez de observar apenas registros isolados de obras, a empresa aposta na combinação entre informações públicas, sinais de mercado e inteligência artificial para interpretar movimentações construtivas e transformá-las em insumos comerciais para diferentes agentes da cadeia.

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"Uma movimentação construtiva pode representar oportunidades distintas para uma indústria de materiais, um distribuidor, um varejista, uma construtora, uma incorporadora ou uma empresa de serviços. Por isso, a leitura sobre tipo de obra, localização, fase, porte, perfil da demanda e janela de compra torna-se cada vez mais relevante", afirma Wesley, fundador da Hoff.

A base própria da companhia reúne informações coletadas e tratadas a partir de alvarás, licenças, diários oficiais, dados municipais e sinais de mercado mapeados nacionalmente e outros. A partir desse conjunto, a inteligência artificial da Hoff identifica padrões relacionados a obras e reformas em diferentes territórios, estágios e perfis de demanda.

Na prática, a tecnologia pode apoiar decisões em áreas como planejamento comercial, expansão geográfica, definição de mix de produtos, roteirização de equipes, priorização de contas e análise de potencial regional. Para indústrias de materiais, por exemplo, a leitura por fase e localidade pode indicar onde determinadas categorias tendem a ganhar tração. Para distribuidores e varejistas, a análise territorial pode contribuir para decisões de estoque, campanhas, portfólio e rotas comerciais. Já para construtoras e empresas de serviços, os dados podem auxiliar no acompanhamento de fornecedores, movimentações regionais e planejamento de suprimentos.

Segundo Wesley, a diferença está na camada de interpretação aplicada aos dados. Enquanto bases cadastrais indicam a existência formal de uma obra ou registro, a inteligência artificial treinada com dados proprietários busca entender o que aquela movimentação representa para o mercado.

"IA sem contexto setorial corre o risco de entregar respostas genéricas. A construção brasileira tem linguagem própria, diferenças regionais e ciclos de decisão muito específicos. O nosso objetivo é transformar dados dispersos da construção em decisão prática para quem vende, compra, especifica ou planeja", diz.

Em junho, a Hoff Analytics iniciou a abertura de acesso para os primeiros clientes, dentro de uma nova fase de expansão da plataforma. A empresa pretende ampliar o uso da tecnologia por companhias que atuam direta ou indiretamente na cadeia da construção, especialmente aquelas que dependem de inteligência territorial e identificação antecipada de demanda para vender, abastecer ou planejar melhor.