

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) defende que o debate sobre a destinação de emendas parlamentares para eventos leve em consideração a importância econômica, turística e cultural das festas tradicionais realizadas nos municípios de Mato Grosso.
O posicionamento foi feito pelo presidente da entidade, Hemerson Máximo, o Maninho, em entrevista à Rádio Verde FM, ao comentar a discussão sobre a possibilidade de limitar recursos destinados a festividades e shows. Segundo ele, a análise precisa diferenciar eventos sem vínculo com a vocação local daqueles que fazem parte do calendário cultural, turístico e econômico das cidades.
Maninho citou como exemplo festivais de pesca, festas religiosas, rodeios, cavalhadas, festivais de inverno e eventos tradicionais realizados em municípios de diferentes regiões do estado. De acordo com o presidente da AMM, essas programações ajudam a movimentar hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio local, prestadores de serviço e trabalhadores informais.
“Esses eventos que acontecem nas cidades movimentam a rede hoteleira, os postos de combustíveis, os restaurantes e o comércio local. É importante que a gente continue fomentando aquilo que gera economia, turismo e cultura nos municípios”, afirmou.
O presidente da AMM destacou que Mato Grosso tem realidades regionais diferentes e que muitos municípios têm nos eventos tradicionais uma das principais formas de atrair visitantes, gerar renda temporária e fortalecer a identidade local. Ele citou a região do Araguaia, a Baixada Cuiabana e cidades com festas já consolidadas no calendário estadual.
“Cada região tem a sua particularidade. Há municípios em que o festival de pesca é importante, em outros o rodeio é uma tradição de décadas, assim como festas religiosas, festas de santo, cavalhadas e festivais culturais. São eventos que fazem parte da história e da economia dessas cidades”, disse Maninho.
A AMM avalia que o debate deve considerar critérios de transparência, controle dos gastos públicos e prioridade para serviços essenciais, mas sem ignorar o papel dos eventos tradicionais na economia municipal. Para Maninho, a existência de fiscalização por parte dos órgãos de controle é fundamental, assim como a correta aplicação dos recursos.
“A população quer transparência na administração dos recursos, e existem os órgãos de controle para isso. Mas também é preciso reconhecer que há recursos destinados à cultura e que muitos desses eventos ajudam a movimentar a economia local”, afirmou.
Segundo o presidente, o tema deve ser tratado com diálogo entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa, municípios e entidades representativas. Ele defende que a discussão não seja feita de forma generalizada, para evitar prejuízo a eventos que têm relevância histórica, cultural, turística e econômica.
“A AMM defende que o turismo, a cultura e o empreendedorismo sejam incentivados, porque isso gera movimento nas cidades, gera riqueza e fortalece o comércio local”, completou.
A Associação Mato-grossense dos Municípios representa os 142 municípios de Mato Grosso e atua na orientação técnica, institucional e política das prefeituras, com foco no fortalecimento da gestão pública municipal.





