Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Tontura é coisa séria, alerta Dra. Andréa Pires de Mello

Semana da Tontura, que acontecerá de 20 a 26 de abril, alerta que alterações metabólicas podem causar tontura e reforça a importância do diagnóstic...

22/04/2026 às 11h35
Por: Especial para o Âncora Notícias Fonte: Agência Dino
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O Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 de abril, marca o início de uma campanha voltada à conscientização sobre o sintoma. A ação é promovida pela Academia Brasileira de Otoneurologia (ABON) e pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), com atividades previstas entre os dias 22 e 26 de abril.

De acordo com a publicação feita no jornal da USP (Universidade de São Paulo), a tontura está presente em cerca de 30% da população mundial e pode estar relacionada a diferentes causas clínicas, exigindo investigação adequada.

Apesar da associação frequente com labirintite, o termo não descreve a maioria dos casos. "Labirintite é um termo popular utilizado de forma incorreta para se referir a queixas de tontura", afirma Dra. Andréa Pires de Mello. Segundo a especialista, a labirintite é uma condição que corresponde a uma inflamação da orelha interna e é considerada rara.

Na prática clínica, a tontura é entendida como um sintoma que pode ter múltiplas origens. "Existem diversas causas para as queixas de tontura e vertigem, e cada condição terá um tratamento específico", explica Andréa Pires de Mello.

O tema da campanha em 2026 aborda a tontura de origem metabólica. Entre as condições associadas estão diabetes, hipoglicemia, resistência insulínica, disfunções da tireoide, alterações hormonais, anemia, dislipidemias e deficiência de vitaminas.

A orelha interna depende de equilíbrio metabólico constante para seu funcionamento. Por não possuir reservas energéticas, pode ser sensível a alterações no organismo. "Alterações metabólicas podem interferir diretamente no sistema responsável pelo equilíbrio", destaca Andréa Pires de Mello.

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Os sintomas mais comuns incluem tontura recorrente, vertigem, sensação de instabilidade, ouvido tapado, pressão na cabeça, zumbido, fraqueza e mal-estar, além do aumento do risco de quedas.

Em muitos casos, a abordagem envolve mudanças no estilo de vida. "Ajustes nos hábitos alimentares e no controle metabólico podem contribuir para a melhora dos sintomas", afirma a especialista.

A campanha também chama atenção para a condução inadequada de casos de tontura. A ausência de avaliação médica pode atrasar diagnósticos importantes. Embora a maioria dos quadros tenha origem benigna, algumas causas podem exigir intervenção imediata, como acidente vascular cerebral, doenças cardíacas, tumores e hemorragias.

Diante desse cenário, a orientação é que a tontura seja investigada de forma criteriosa. "A tontura é um sintoma e precisa de diagnóstico médico para definição da causa e do tratamento adequado", conclui Andréa Pires de Mello.

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