Saúde Saúde
Ozempic e Mounjaro: o que já se sabe e onde mora o risco
Anvisa apertou o controle das canetas e reforçou o alerta para uso fora da indicação, compra irregular e falta de acompanhamento.
20/04/2026 14h48
Por: Redação Fonte: Redação Âncora Notícias

Ozempic e Mounjaro seguem no centro da conversa sobre perda de peso, mas a regra oficial é mais estreita do que muita postagem sugere. No Brasil, o Mounjaro passou a ter indicação para controle crônico do peso em casos específicos, enquanto o Ozempic é aprovado para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2.

A reportagem do Âncora Notícias confirmou que, desde 23 de junho de 2025, farmácias e drogarias passaram a reter a receita de medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. A Anvisa adotou a medida após registrar alto número de eventos adversos ligados ao uso fora das indicações aprovadas.

De acordo com o que o Âncora Notícias levantou junto a fontes oficiais, o Mounjaro foi aprovado para controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso com comorbidade, sempre junto de dieta de baixa caloria e atividade física. O Wegovy, que também usa semaglutida, tem indicação parecida para controle de peso, enquanto o Ozempic segue ligado ao tratamento do diabetes tipo 2.

O que ainda exige cautela é o uso sem diagnóstico, a troca de dose por conta própria e a compra de produto irregular. Em 2026, a Anvisa determinou a apreensão de canetas sem registro sanitário, inclusive versões vendidas como atalho para emagrecer fora do circuito regular.

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Outro ponto pouco falado entrou no radar oficial: anestesia e sedação. A Anvisa alertou que esses medicamentos podem retardar o esvaziamento gástrico e elevar o risco de aspiração e pneumonia em procedimentos, o que exige aviso prévio à equipe de saúde antes de cirurgia.

Na prática, Ozempic e Mounjaro não podem ser tratados como produto de prateleira para uso livre. Indicação, origem, dose e acompanhamento mudam o risco, e a própria Anvisa passou a endurecer a fiscalização justamente porque o uso fora da regra começou a cobrar um preço mais alto.

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