Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios enxerga nova era após aprovação da PEC 66

Presidente da AMM, Léo Bortolin reforça que nova emenda constitucional representa uma vitória histórica para os municípios, com impacto direto nas finanças públicas e na capacidade de investimento das prefeituras

10/09/2025 às 15h39 Atualizada em 10/09/2025 às 15h45
Por: Redação Fonte: Redação Âncora Notícias
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Presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios enxerga nova era após aprovação da PEC 66

A promulgação da Emenda Constitucional 136, conhecida como a PEC da Sustentabilidade Fiscal, está sendo tratada como um marco para os municípios brasileiros. O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin (MDB), celebrou publicamente a aprovação da proposta, que foi oficializada nesta terça-feira (9) pelo Congresso Nacional. A medida promete transformar a realidade financeira das prefeituras, com estimativa de economia superior a R$ 1,5 trilhão em todo o país.

O texto da PEC 66/2023, como ficou conhecida, atende reivindicações antigas dos gestores municipais, principalmente nas áreas de precatórios e dívidas previdenciárias. Leonardo Bortolin, que vem atuando de forma ativa em Brasília na defesa dos interesses das cidades, destaca que a emenda traz ferramentas reais para que as prefeituras possam reorganizar seus orçamentos, aliviando dívidas e liberando recursos para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.

Segundo Bortolin, trata-se de uma conquista construída com diálogo e articulação junto ao Congresso. “Essa emenda é o começo de uma nova fase para os municípios. Ela representa alívio, planejamento e condições mais justas para quem está na ponta, atendendo diretamente a população”, avaliou o presidente da AMM.

Entre os pontos centrais da nova legislação está a criação de um teto para o pagamento de precatórios, limitado a um percentual da Receita Corrente Líquida (RCL) de cada município, variando entre 1% a 5%, de acordo com a situação local. A medida traz previsibilidade para os orçamentos e evita que dívidas judiciais travem o funcionamento das prefeituras.

Outro avanço relevante é a ampliação do prazo para parcelamento de dívidas previdenciárias com a União. Agora, os municípios poderão negociar os débitos em até 300 meses, com possibilidade de prorrogação, desde que respeitado o limite mensal de comprometimento da RCL. Essa mudança, somada à alteração no indexador da dívida — que passa da taxa Selic para o IPCA + até 2% ao ano —, reduz consideravelmente o impacto financeiro dessas obrigações.

A emenda também flexibiliza a aplicação de receitas que antes eram “amarradas”, como no caso da taxa de iluminação pública (Cosip). Com a nova regra, parte desses recursos poderá ser usada em áreas como segurança pública, sinalização e serviços essenciais, aumentando a capacidade de resposta das prefeituras às necessidades locais. Essa desvinculação de receitas será válida até 2032, com regras progressivas: 50% até 2026 e 30% a partir de 2027.

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Outro ponto importante é a criação do Programa de Regularidade Previdenciária, que vai permitir aos municípios regularizar a situação dos seus Certificados de Regularidade Previdenciária (CRP) — documento essencial para acessar recursos voluntários da União e contratar empréstimos com aval federal.

Mesmo após a promulgação da PEC 66, o texto ainda precisa passar por uma etapa de regulamentação por parte do Ministério da Fazenda, Tribunal de Contas da União e Poder Judiciário. A expectativa, segundo Leonardo Bortolin, é que essa regulamentação ocorra nos próximos 30 dias, permitindo a aplicação prática das medidas.

“A regulamentação é o próximo passo para que os municípios comecem a usufruir dos benefícios da emenda. Estamos confiantes de que será um processo rápido, porque os municípios precisam urgentemente desse alívio fiscal para continuar atendendo a população com dignidade e qualidade”, concluiu Bortolin.

Com a PEC 66/2023, os prefeitos de Mato Grosso e de todo o Brasil ganham uma nova esperança de tirar as finanças do vermelho e garantir mais investimentos em áreas essenciais. É o municipalismo ganhando força e resultado concreto.

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