
Durante as estações do outono e inverno, a incidência de casos alérgicos cresce significativamente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a rinite e a asma afetam cerca de 25% dos brasileiros. A rinite alérgica é a doença respiratória mais comum globalmente, afetando entre 30% e 40% da população. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 20 milhões de brasileiros sofrem de asma.
Rinite e Asma: Dois Lados da Mesma Moeda
A médica otorrinolaringologista Mariele Lovato destaca que cerca de 40% das pessoas com rinite também têm asma, e quase todos os asmáticos apresentam rinite. “Essas doenças frequentemente coexistem, especialmente em quadros alérgicos como reações a ácaros, pólens, epitélios de animais, poeira, entre outros. O controle adequado da rinite pode ajudar a reduzir as crises de asma”, explica a doutora.
Como Diferenciar Rinite e Asma?
Os sintomas de rinite e asma começam quando o paciente entra em contato com um gatilho alérgico. Na rinite, os sintomas afetam a via aérea superior (cavidade nasal e faringe), causando obstrução nasal, secreção, coceira na garganta e/ou olhos, e espirros. Já a asma afeta as vias aéreas inferiores (pulmões), causando tosse, falta de ar, chiado ou sibilância.
Cuidados Essenciais
Para reduzir e evitar a exposição aos alérgenos que desencadeiam crises, a doutora Lovato recomenda cuidados específicos no ambiente. “Lavar o nariz com soro fisiológico diariamente e evitar fumaças e extremos de temperatura, como o ar gelado, ajudam a diminuir a irritação”, afirma.
A médica também alerta contra a automedicação sem orientação médica, que pode atrasar o tratamento adequado e agravar o quadro, especialmente no caso da asma, que pode ser fatal. O uso de medicações locais, tanto nasais quanto orais, deve sempre ser prescrito por um médico.



