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Mais MT Muxirum vai atender estudantes de até 81 anos em comunidade quilombola

Após a primeira visita de técnicos da Seduc, duas turmas foram formadas imediatamente

08/09/2021 às 15h44 Atualizada em 08/09/2021 às 15h49
Por: Reportagem Fonte: Secom Mato Grosso
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É a primeira vez que o programa vai à comunidade e expectativa é erradicar o analfabetismo nessa primeira etapa - Foto por: Seduc-MT
É a primeira vez que o programa vai à comunidade e expectativa é erradicar o analfabetismo nessa primeira etapa - Foto por: Seduc-MT

Duas turmas, com 10 alunos cada, foram formadas para atender a comunidade quilombola Vãozinho, no município de Barra do Bugres, pelo programa Mais MT Muxirum. Técnicos da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), realizaram uma primeira visita e levantaram o número de moradores que necessitam de alfabetização. A expectativa é que mais turmas sejam criadas.

 

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O programa foi lançado pelo Governo do Estado, por meio da Seduc, em agosto deste ano. A meta é erradicar o analfabetismo nos próximos cinco anos. Com investimentos de R$ 14,7 milhões, a expectativa do Mais MT Muxirum é atender, no segundo semestre deste ano, mais de 48 mil pessoas com mais de 15 anos que não sabem ler e escrever. 

 

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O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressalta que a visita técnica realizada na comunidade de Vãozinho é mais uma das programadas em pontos de difícil acesso no Estado, com o propósito de apresentar a ação o programa aos moradores e incentivar a participação.

 

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“Temos uma meta audaciosa, mas possível de ser alcançada justamente pelos esforços do Governo do Estado em mudar a história da educação de Mato Grosso. Esse programa visa dar dignidade a milhares de mato-grossenses que não tiveram a oportunidade de serem alfabetizados nas séries iniciais”, destacou Alan Porto.

 

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Superintendente de Diversidades Educacionais da Seduc, Lucia Santos afirma que o projeto Mais MT Muxirum significa a mudança de vida para o povo quilombola.

 

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“Esse projeto vai dar possibilidades para as pessoas que nunca tiveram. A partir de agora aquilo que eles escreveram eles vão ler, eles vão conseguir expressar de uma outra forma aquilo que eles não conseguiam expressar”.

 

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Ela enfatiza ainda que as mudanças que o projeto vai trazer representam dignidade e oportunidades.

 

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“Daqui para frente eles conseguirão, com as próprias pernas, com as próprias mãos, pegar o ônibus que eles não conseguiam pegar sozinhos. Eles vão conseguir assinar o documento entendendo qual é o documento que eles estão assinando. Ninguém mais vai poder passar a perna e passar por cima deles só porque eles não sabiam”.

 

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Engajamento

Durante a visita, os moradores da comunidade ficaram entusiasmados. Devido à comunidade estar localizada em uma área de difícil acesso, muitos possuem dificuldades de frequentar as aulas nas unidades escolares.

 

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“É a primeira vez que o programa vai à comunidade e foi um encontro ótimo, para guardar na lembrança. Já conseguimos duas turmas, com dez alunos cada e dois alfabetizadores da comunidade, além disso temos perspectivas de formarmos mais turmas. É uma comunidade que vamos tratar com muito carinho, como se fosse a menina dos nossos olhos”, declara o responsável pelo projeto, Manoel Silveira.

 

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De acordo com Manoel, as turmas são formadas, em grande parte, por alunos com idade média de 50 anos. O aluno mais velho cadastrado para o programa na comunidade tem 81 anos.

 

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Além do Manoel, a visita contou com a presença de mais de 30 moradores da comunidade, servidoras da Prefeitura de Barra do Bugres, membros do Movimento Negro Unificado, lideranças quilombolas, membro do Comitê de Povos e Comunidades Tradicionais, representante da Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Estado de Mato Grosso e da Coordenadoria de Educação do Campo e Quilombola da Superintendência de Diversidade da Seduc.

 

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“É um desafio muito grande, mas hoje em dia nada se faz sem desafio. Esperamos erradicar o analfabetismo na comunidade do Vãozinho nessa etapa, mas, se não finalizarmos, possivelmente voltaremos em 2022” afirma Silveira.

 

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A Coordenadoria de Educação do Campo e Quilombola, da Superintendência de Diversidades, vem contribuindo com a interlocução das necessidades do povo mato-grossense garantindo o atendimento aos povos tradicionais e fortalecendo o acesso das comunidades quilombolas à educação.

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