Artigo DIANGÓSTICO PRECOCE
Acesso à mamografia para redução do câncer de mama
O grande problema no Brasil é que existem mamógrafos para fazer mamografia em todas as mulheres, porém eles não estão bem distribuídos pelo País.
22/05/2023 15h44
Por: Especial para o Âncora Notícias Fonte: Assessoria

Por Dra. Joelma Magalhães

 

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Câncer de mama é o tumor que mais mata as mulheres no mundo. Aproximadamente 1 entre 10 mulheres é diagnostica por ANO. É um problema de saúde pública, por isso o rastreamento é tão importante, lembrando sempre que a mamografia é o único exame que demostrou que as mulheres que a realizam de forma regular morre 30% menos que o grupo que não faz.

 

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O Colégio Brasileiro de Radiologia, juntamente com a Sociedade Brasileira de Radiologia e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) publicaram as seguintes recomendações:

 

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1) Mamografia anual após os 40 anos. O ultrassom está recomendado para mamas densas.

 

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2) Para as pacientes de alto risco recomenda-se a mamografia e a ressonância magnética.

 

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3) O grande problema no Brasil é que existem mamógrafos para fazer mamografia em todas as mulheres, porém eles não estão bem distribuídos. Estão mais concentrados no Sul e Sudeste

 

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Em estudos, para se reduzir a mortalidade tínhamos que ter 70% fazendo mamografia de forma sistemática.

 

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No Brasil temos de 15% a 30% das mulheres fazendo rastreamento mamográfico, sendo 30% em média no Sul e Sudeste. E 15% no Norte e Nordeste e outras regiões.

 

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Por isso que no Brasil não conseguimos observar redução de mortalidade, mas nos países em desenvolvimento eles já conseguiram essa redução.

 

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Sendo assim, nosso grande empenho tem que ser fazer com que a mulher TENHA acesso ao exame por meio de políticas públicas e proporcionar a elas o conhecimento da importância de se fazer a mamografia.

 

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Às vezes temos a disponibilidade do exame, mas elas não fazem por vergonha, pela dor, e até mesmo por medo do diagnóstico.

 

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O câncer de mama é uma doença que tem cura se descoberto logo no início.

 

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O rastreamento é feito em pacientes assintomáticos.

 

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O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?

 

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Ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, verduras e legumes), praticar atividades físicas e não fumar. 

 

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Dra. Joelma Magalhães é médica radiologista, atua no Idapi - Instituto Diagnóstico Avançado por Imagem, Cadim, Hospital São Matheus e coordena o setor de mamografia e ultrassonografia do HCan há 15 anos.