Meio ambiente Dia Mundial da Água
Projeto "Águas do Pantanal" visa monitorar qualidade da água e envolver comunidades locais
Iniciativa da SOS Pantanal, com apoio da Fundação Toyota do Brasil, busca criar uma rede de ciência cidadã para monitorar e preservar a bacia do Rio Paraguai.
22/03/2023 17h17
Por: Redação Fonte: Redação Âncora Notícias

O projeto "Águas do Pantanal", promovido pela SOS Pantanal e patrocinado pela Fundação Toyota do Brasil, tem como objetivo monitorar continuamente a qualidade das águas da bacia do Rio Paraguai e criar uma rede de ciência cidadã local. A iniciativa será lançada oficialmente no Dia Mundial da Água, 22 de março, uma data crucial para conscientizar sobre o uso e conservação deste recurso vital.

Nos últimos 25 anos, o Pantanal perdeu cerca de 29% de sua superfície aquática. O bioma também enfrenta assoreamento em importantes sub-bacias da Bacia do Alto Paraguai (BAP), resultando em insegurança hídrica e alimentar para as comunidades locais e impactando a economia regional. A falta de informações sobre a situação atual da BAP aumenta ainda mais os riscos.

Gustavo Figueirôa, biólogo e diretor de comunicação e engajamento do Instituto SOS Pantanal, afirma que o projeto pretende minimizar essa lacuna. “O 'Águas do Pantanal' visa monitorar as águas, criar uma rede de ciência cidadã para divulgar os resultados e engajar a sociedade em ferramentas de participação e planejamento, como os comitês de bacia. Quanto mais dados tivermos, mais efetivas serão as ações para preservar o Pantanal”, disse ele.

O projeto está alinhado com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 - Vida na Água. A Rede de Ciência Cidadã capacitará comunitários, operadores de turismo, indígenas, ribeirinhos, professores e pecuaristas para realizar o monitoramento contínuo. As coletas ocorrerão mensalmente, utilizando kits simples de manuseio, que serão doados às comunidades pelo projeto.

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Na primeira etapa, prevista para terminar em maio, mais de 1.200 km serão percorridos, envolvendo três comunidades locais. De junho a dezembro, o projeto acompanhará os moradores treinados nas primeiras medições, oferecendo suporte técnico. A partir de 2024, espera-se que os próprios moradores realizem as medições mensais.

Figueirôa ressalta a importância do envolvimento e capacitação das comunidades locais: “Com o empoderamento da sociedade local e a formação técnica, a comunidade terá mais mecanismos e dados científicos para cobrar melhorias na qualidade de vida e na defesa do meio ambiente”.