Cidades Filho de taxista
Série sobre o jornalista cuiabano Jorge Bastos Moreno já está disponível no Globoplay
"O Repórter do Poder", uma série em quatro episódios disponível no Globoplay mostra a a história do jornalista que conquistou o poder e as celebridades
11/03/2023 20h24
Por: Redação

A vida do jornalista cuiabano Jorge Bastos Moreno é mostrada em detalhes na série documental "O Repórter do Poder", disponível no Globoplay. Com direção de Patrícia Guimarães e Letícia Muhana e produção de Flora Gil, a série conta a trajetória de um dos maiores profissionais do jornalismo que o Brasil já teve, passando por questões pessoais e profissionais que se entrelaçam com a história do país.

Moreno foi um homem preto, que deixou a sua marca no jornalismo político, colecionando importantes furos de reportagem que mudaram a história do Brasil.

O jornalista cuiabano deixou a sua marca no jornalismo político, colecionando importantes furos de reportagem que mudaram a história do Brasil. Ele era conhecido por ter um olhar apurado para os bastidores, um faro para notícias, além de uma capacidade de conquistar fontes. E sua fama ultrapassava o cenário político. Os eventos que organizava em casa reuniam personalidades de grande influência nas artes, música, televisão e gastronomia.

A obra disponível desde a última sexta-feira (10/03) no Globo Play costura momentos da vida pessoal de Moreno com a política brasileira, desde os tempos da Ditadura Militar até o governo Michel Temer, intercalados com mais de 30 depoimentos de grandes nomes dos cenários político e jornalístico, passando também por personalidades da TV, música, além de familiares e amigos. Entre os entrevistados estão Andréa Sadi, Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes, Heraldo Pereira, Mariana Ximenes, Renata Lo Prete, Fafá de Belém e Ali Kamel, entre outros.

A série destaca a participação decisiva de Moreno no afastamento do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Foi dele a manchete, publicada no jornal O Globo do dia 23 de julho, que ligava definitivamente o presidente ao esquema de corrupção de Paulo César Farias: "Fantasma de PC pagou carro de Collor".

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Ele era conhecido por ter um olhar apurado para os bastidores, um faro para notícias, além de uma capacidade de conquistar fontes. 

Quem foi o jornalista cuiabano

Filho do taxista Juca com a dona de casa Alzira, Moreno nasceu em Cuiabá, em Mato Grosso, e se mudou para Brasília no final do ensino médio para se preparar para o vestibular. Entrou para o curso de Comunicação na UnB e, recém-formado, em 1978, deu seu primeiro furo. Publicou no Jornal de Brasília uma entrevista na qual o então general e chefe do SNI João Batista Figueiredo confirmava que seria o próximo presidente. Detalhes dessa cobertura aparecem logo no primeiro episódio da produção, e é o próprio Moreno quem conta como foi. A série usa depoimentos do jornalista dados ao Memória Globo no início dos anos 2000.

Firmou-se no jornalismo político, tinha acesso a Ulysses Guimarães e Tancredo Neves — chegou a coordenar a campanha de Ulysses à presidência em 1989.

A série usa depoimentos do jornalista dados ao Memória Globo no início dos anos 2000.

Já no GLOBO, teve participação decisiva no processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992. Com a manchete “Fantasma de PC pagou carro de Collor”, Moreno entregou a prova que a CPI de PC Farias ainda procurava para ligar o então presidente aos cheques “fantasmas”: um Fiat Elba.

No jornal, Moreno ficou por 35 anos e foi titular de colunas em que revelava bastidores da política com texto saboroso. O jornalista morreu em 2017, aos 63 anos, em decorrência de uma edema agudo de pulmão.

Nota do editor: Não perca a oportunidade de conhecer a história de um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro!